Novo sistema de recolha selectiva de resíduos, implementado em Portimão, é pioneiro em Portugal. Face à cada vez maior quantidade de Resíduos Sólidos Urbanos, produzidos pelos habitantes do Concelho de Portimão e pela actividade turística da região, e aos elevados custos de remoção desses resíduos, a EMARP (Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão) avançou com a implementação de um novo sistema de recolha selectiva de resíduos.
A apresentação deste sistema pioneiro em Portugal teve lugar no dia 26 de Fevereiro, pelas 14:30 horas na sede da EMARP, na presença de Manuel da Luz, presidente da Câmara Municipal de Portimão e presidente do concelho de administração da EMARP, Fernando Rocha, membro do concelho administração da EMARP, do engenheiro João Martins, director de departamento, do engenheiro Luís Fernandes, director dos RSU e de João Rosa, administrador da EMARP.
As chamadas "Ilhas Ecológicas", depois de implementadas no norte de Espanha, chegam agora a Portimão, o município algarvio que produz maior quantidade de resíduos por ano, cerca de 34 mil toneladas em 2002.
Aplicação do princípio do poluidor-pagador
Manuel da Luz referiu que "a crescente quantidade de resíduos e os elevados custos de remoção dos mesmos são dois problemas que provocam uma escalada de custos para o município e para os munícipes", face a esta constatação, a actual taxa, calculada em função do consumo de água, vai ser substituída por uma taxa variável em função dos resíduos produzidos.
O autarca declarou que o princípio do "Poluidor Pagador" pode determinar o aumento da taxa de reciclagem e a diminuição da quantidade de resíduos nos aterros.
Ilhas ecológicas inteligentes
A implementação deste inovador sistema já começou, visto que duas "ilhas" estão agora instaladas da cidade, no entanto, o processo de instalação das 500 "Ilhas" previstas para o concelho de Portimão é faseado e deverá estar concluído em 2 anos.
Os actuais 112 eco-pontos disponíveis vão ser progressivamente substituídos pelos novos equipamentos, 21 colocados em Portimão e 26 na Praia da Rocha, até ao final do mês de Junho.
<img src="http://www.regiao-sul.pt/images/news/wlemar.jpg" border=1 align=right>Estas "Ilhas Ecológicas" são contentores subterrâneos para deposição e recolha selectiva de RSU (embalagens de plástico, papel, vidro e metais), que possuem um sistema "inteligente", alimentado por energia solar e dotado de um sistema informatizado que permite organizar os circuitos de recolha.
Para além destes contentores enterrados no solo, estão também integrados no novo sistema 6 novos camiões de recolha, 5 varredoras mecânicas, 1 veículo de lavagem de ruas, 1 veículo de lavagem de contentores, 55 carrinhos de varredura manual, 2000 papeleiras e 30000 eco-pontos caseiros gratuitos.
Vantagens e custos do novo sistema
Apesar de considerar que todo este dispositivo "optimiza a gestão da frota de carros de recolha, através da redução dos quilómetros, dos consumos e do desgaste dos veículos, a gestão dos eco-pontos, evitando sobrecargas, deslocações para recolhas não necessárias e a melhoria das condições de trabalho dos colaboradores", o engenheiro João Martins, da EMAR, relembrou que a participação dos utilizadores é fundamental para o bom funcionamento do sistema. Neste sentido, está em marcha uma intensa campanha de informação e sensibilização junto dos munícipes, através de eco-notícias veiculadas pela EMAR e através do site da empresa.
Luís Fernandes considera que "todo o ciclo ganha" com esta solução, que permite diminuir a quantidade de lixo orgânico depositado e os custos de remoção.
A fase de instalação do novo sistema vai custar cerca de 12,5 milhões de euros, sendo que à autarquia cabe uma fatia de financiamento de 7,5 milhões de euros e à EMAR cerca de 5 milhões de euros. No entanto, está a ser preparado o dossier de candidatura ao fundo de coesão.
FONTE: Região Sul
Luísa Palma, luisap@regiao-sul.pt |